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Uma mulher por mês

Uma mulher por mês: Clarice Lispector e Laços de Família

25/06/2020 by Steh Nenhum comentário

No mês de junho, nosso grupo de leitura coletiva discutiu Laços de Família, de Clarice Lispector.

O grupo de leitura do Duende Leitor, “Uma mulher por mês” continua aberto para participação, a qualquer tempo durante o ano de 2020. Entre em contato conosco por duendeleitor@gmail.com ou através do direct no Instagram, e enviaremos o link do grupo no Whatsapp.


Clarice Lispector

Clarice Lispector, nascida Haia Lispector, nasceu 10 de dezembro de 1920, em Tchetchelnik, uma aldeia da Ucrânia, então pertencente à Rússia, terceira filha do comerciante Pinkouss e de Mania Lispector. Os pais eram judeus, e decidem emigrar três anos após a Revolução Bolchevique de 1917, desanimados com sucessivas guerras internas e constante perseguição antissemita, gerando fome e miséria. A família Lispector chegou à Maceió em 1922, e acabaram adotando outros nomes. Haia vira Clarice. Escrevia desde cedo, e já enviava suas histórias para jornais, que não publicavam pois tratavam mais de “sensações” do que “fatos”. Muda-se para o Rio de Janeiro, e em 1939 começa o curso superior na Faculdade Nacional de Direito. Em 1940, sai no semanário Pan, dirigido pelo escritor Tasso da Silveira, o conto “Triunfo”, o primeiro regristro de um conto de Clarice publicado na imprensa. Neste mesmo ano começa sua carreira paralela: a de jornalista. Em 1943 casa-se com Maury Gurgel Valente, colega de turma.

Clarice Lispector

No ano seguinte publica seu primeiro romance, Perto do coração selvagem, que obteve calorosa acolhida da crítica, recebendo o Prêmio Graça Aranha. Ainda neste ano, acompanha o marido diplomata em viagens para fora do Brasil. Viveu na Itália e na Suíça, e continuou escrevendo e publicando livros, embora sua saúde mental fique deteriorada durante este período. Separa-se do marido em 1959, e volta com os dois filhos para o Rio de Janeiro, voltando também a escrever em jornais.

Em 1967 publica O Mistério do Coelhinho Pensante, seu primeiro livro infantil. Nesse mesmo ano, sofre várias queimaduras no corpo e na mão direita enquanto dormia com um cigarro aceso. Passou por várias cirurgias e viveu isolada, sempre escrevendo. No ano seguinte publica crônicas no Jornal do Brasil.

Em 1976, Clarice ganhou o primeiro prêmio do X Concurso Literário Nacional de Brasília, pelo conjunto de suas obras.

Em 1977 escreveu Hora da Estrela, sua última obra publicada em vida. Faleceu no Rio de Janeiro, no dia 9 de dezembro de 1977.


Laços de família

Em 1960, lança Laços de Família, livro de contos que recebeu o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro. Reunindo um total de 13 contos, alguns dos quais escritos e publicados anteriormente na imprensa e no formato de coletânea. Nestes contos, Clarice demonstra absoluto domínio desta forma de narrativa. Em cada um dos contos de Laços de família o projeto de escrita de Clarice vai criando e consolidando uma paisagem extraordinariamente expressiva sustentada pela força de um discurso que parece muitas vezes escapar dos limites da ficção propriamente dita para ingressar no terreno do ensaio filosófico. É considerado pela crítica como a melhor obra de contos de Clarice.

Destaque para o conto “Feliz Aniversário”, que retrata uma família que perdeu seus laços, vivendo uma mentira apenas para manter as aparências em uma festa de aniversário da matriarca da família. Esta não tem ilusões sobre seus familiares, apenas desgostos.


Laços de Família

Autora: Clarice Lispector

Avaliação:


Entrevista no programa Panorama, 1977

Além da entrevista da escritora para Júlio Lerner, pouco antes de morrer, este especial traz ainda depoimentos de admiradores de Clarice.


Especial 100 anos de Clarice – TV Cultura


Fontes consultadas para a elaboração do texto

  • Clarice Lispector IMS – Biografia
  • Clarice Lispector – Biografia
  • Clarice Lispector IMS – Laços de Família
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Reading time: 3 min
Uma mulher por mês

Uma mulher por mês: Lygia Fagundes Telles e Antes do Baile Verde

30/04/2020 by Steh Nenhum comentário

O livro que lemos em abril na a leitura coletiva do Duende Leitor foi Antes do Baile Verde, de Lygia Fagundes Telles.

O grupo de leitura do Duende Leitor, “Uma mulher por mês” continua aberto para participação, a qualquer tempo durante o ano de 2020. Entre em contato conosco por duendeleitor@gmail.com ou através do direct no Instagram, e enviaremos o link do grupo no Whatsapp. 


Lygia Fagundes Telles

Nasceu em São Paulo em 19 de abril de 1923, morou durante sua infância no interior do estado. De volta à capital, concluiu seus estudos e ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo, onde se formou. Começou a escrever cedo, e publicou sue primeiro livro de contos Porão e sobrado em 1938, ainda na adolescência, que foi bem recebido pela crítica. Apesar disso, a escritora considera seus primeiros livros “juvenilias”, e acredita que Ciranda de Pedra , de 1954, é o marco inicial de suas obras completas.

Lygia Fagundes Telles

Cronologicamente, Lygia está na geração modernista de 1945, ao lado de escritores como Clarice Lispector, Rubem Braga e Guimarães Rosa. Com sua amiga Clarice, exploraram o universo feminino moderno em suas obras, rompendo com o moralismo que deixava as mulheres à margem da figura masculina. Trouxe temas polêmicos para sua obra, como adultério, drogas, problemas sociais. Seus romances tendem mais para a literatura realista, enquanto alguns de seus contos lembraram o estilo de Edgar Allan Poe, em um estilo mais romântico e fantástico. Lygia considera Machado de Assis como uma influência na sua escrita.

Lygia foi eleita para a Academia Brasileira de Letras em 1985. Recebeu muitos prêmios ao longo de sua carreira, inclusive o Camões, em 2005, o prêmio mais importante da língua portuguesa.

Antes do Baile Verde

Publicado em 1970, recebeu o Grande Prêmio Internacional Feminino para Estrangeiros, na França. É composto por dezoito contos, escritos entre 1949 e 1969. A linguagem varia, mas nota-se e um tom engajado, com denúncia velada à desigualdade social, e oposição ao regime militar do Brasil. Outros dois traços marcantes são a ambiguidade e ironia.

A cor verde é constantemente citada no livro, como referência à passagem da vida à morte. Seu pai gostava de frequentar casas de jogos, e levava Lygia “para dar sorte”. A escritora disse uma vez: “Na roleta, gostava de jogar no verde. Eu, que jogo na palavra, sempre preferi o verde, ele está em toda a minha ficção. É a cor da esperança, que aprendi com meu pai.”


Temas

Os temas abordados nos contos de Antes do Baile Verde são o adultério, vida conjugal infeliz, solidão, velhice, diferenças de idade, infância e adolescências, vingança, cenas da vida familiar, a morte e a loucura. São desenvolvidos principalmente através de diálogos ou uma reflexão interna dos personagens, alguns em primeira apessoa, outros em terceira pessoa.


Antes do Baile Verde

Autora: Lygia Fagundes Telles

Editora: Companhia das Letras

Avaliação: 5 estrelas


Fontes consultadas para a elaboração do texto

Biografia na Academia Brasileira de Letras

Biografia Projeto Releituras

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Reading time: 2 min
Maratonas e leituras coletivas•Uma mulher por mês

Uma mulher por mês: Júlia Lopes de Almeida e A Intrusa

04/03/2020 by Steh Nenhum comentário

O Duende Leitor está organizando uma leitura coletiva durante o ano de 2020. O projeto “Uma mulher por mês” tem por objetivo ler mais livros escritos por mulheres, de clássicos a contemporâneos. Os meses são intercalados entre autoras internacionais e autoras brasileiras.

O grupo de leitura do Duende Leitor, “Uma mulher por mês” continua aberto para participação, a qualquer tempo durante o ano de 2020. Entre em contato conosco por duendeleitor@gmail.com ou através do direct no Instagram, e enviaremos o link do grupo no Whatsapp. Ou, se preferir, faça parte do nosso grupo no Facebook Lendo com o Duende Leitor.

O próximo livro, que será discutido em março, é A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende.

Mas agora vamos falar um pouco sobre a autora e sua obra escolhida para a leitura do mês de fevereiro.

Júlia Lopes de Almeida

Nascida em 24 de setembro de 1862, no Rio de Janeiro, filha de pais portugueses emigrados. Ainda na infância, mudou-se para Campinas/SP, e foi nesta cidade que começou a publicar seus primeiros textos, em 1881, na Gazeta de Campinas. Naquela época, a literatura ainda não era vista como uma atividade para mulheres. Em 1886, Júlia mudou-se para Lisboa, onde se lançou como escritora. Junto com sua irmã, Adelina Lopes Vieira, publica Contos Infantis, em 1887. Este livro viria a ser pioneiro na literatura infantil no Brasil. Neste mesmo ano ano, casou-se com o também escritor Filinto de Almeida. Durante esta época começou a colaborar com revistas e jornais brasileiros.

Retornando ao Brasil em 1888, lança seu romance, Memórias de Marta, que saiu no formato de folhetim no jornal O País. Seus textos nos jornais da época tratavam de temas atuais e pertinentes como a República, a abolição e os direitos civis.

Júlia Lopes de Almeida, em foto sem data

Júlia escrevia poemas, contos, romances e até peças de teatro. Ela integrava o grupo de escritores e intelectuais que planejaram a criação da Academia Brasileira de Letras. O seu nome constava na lista dos primeiros 40 Imortais fundadores. Mas, na primeira reunião da ABL, o seu nome foi excluído, pois os fundadores decidiram manter uma Academia exclusivamente masculina, inspirada na Academia Francesa. No lugar de Júlia entrou o seu marido, Filinto de Almeida, que chegou a ser chamado de “acadêmico consorte”.

Júlia Lopes de Almeida morreu em 30 de maio de 1934, no Rio de Janeiro.

A Intrusa

Um viúvo, cansado da má direção de sua casa, coloca um anúncio em um jornal procurando uma governanta. Apenas uma moça responde ao anúncio, e acaba sendo contratada para dirigir a casa e cuidar da educação de sua filha. A única regra, no entanto, era que os dois nunca deveriam se ver, pois o viúvo era fiel à memória da esposa. Esta situação não evita comentários maldosos de todas as relações do viúvo. Aos poucos, ele vai se encantando por Alice sem conhecê-la, apenas pelo seu bom trabalho.

Temas

Este livro se passa no final do século XIX. O Rio de Janeiro vivia a Belle Époque, auge da cultura cosmopolita, época de grandes transformações culturais. A maior parte do livro se passa entre os aristocratas cariocas, com seus dramas e tramoias políticas. A política serve de pano de fundo para este livro, embora, à primeira vista, pareca apenas um romance.

Outro tema abordado é o trabalho feminino, muito defendido por escritoras oitocentistas. Era raro mulheres trabalharem fora, embora no caso da personagem Alice Galba, seu trabalho fosse ser governanta e preceptora, duas funções consideradas da “esfera feminina”, ainda assim era mal vista pela sociedade. O único contexto em que o trabalho feminino era tolerado era no caso de falência ou viuvez. A mulher, de uma classe média empobrecida, podia vender o seu saber para sobreviver. A preceptoria era um dos raros trabalhos remunerados para mulheres no Brasil oitocentista. O livro aborda a importância da educação e do trabalho como forma de emancipação feminina. Uma forma de transgressão da condição feminina, a procura da autonomia através do trabalho, com decência, apesar de ser sempre um alvo de críticas e julgamentos negativos.

Apesar de uma abordagem positiva sobre o trabalho feminino, a obra faz, como a de outras escritoras da época, a apologia das “rainhas do lar”. Ela passa de governanta a dona de casa, ganhando um marido pelos serviços prestados. Um caminho eficiente para a ascensão social e o casamento um meio lícito de enriquecimento.

Ainda sobre o enriquecimento através do casamento, a personagem que mais fala sobre isso é a Sra. Pedrosa. Ela é um exemplo de uma caricatura da situação em que o homem toma as decisões na casa. Através de sua perspicácia, Pedrosa manobra o marido que, de advogado pobre, passa a ser ministro. E ela continua tomando decisões por seu marido como se ela própria fosse a ministra. Insistente em casar sua filha com o viúvo, para Pedrosa só um casamento vantajoso em termos financeiros seria adequado.


A Intrusa

Autora: Júlia Lopes de Almeida

Editora: Pedrazul

Avaliação: 4 estrelas


Fontes consultadas para a elaboração do texto

  • Sombra Errante: A preceptora em A Intrusa, de Júlia Lopes de Almeida
  • A composição estética de A intrusa, de Júlia Lopes de Almeida: uma visão do conjunto
  • Resumo de A Intrusa
  • Editora Pedrazul: A Intrusa
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Reading time: 4 min
Maratonas e leituras coletivas•Resenhas

Resenha: Ninguém Nasce Herói

21/01/2020 by Syl Nenhum comentário

Chuvisco é recém-formado e está começando sua carreira de tradutor em São Paulo. Ele seria uma pessoa bem comum, mas passa por catarses criativas, onde ele vê coisas estranhas como tartarugas gigantes, borboletas misteriosas ou até mesmo um grupo de heróis do qual faz parte. Ele aprendeu a dominar essas catarses, mas problemas em seu país acabam desencadeando novas crises. Desta vez, ele não pode contar com a ajuda de seu psicanalista e “professor x”, que acabou sumindo. “O Escolhido”, como se intitula o fanático presidente eleito, estimulou surgimentos de grupos de ódio, e perseguição de minorias. Para tentar combater esses grupos, o governo cria um Pacto de Convivência, que tem como objetivo o fim das perseguições às minorias. Mas as pessoas estão descrentes que vai funcionar. Chuvisco não acredita muito no Pacto, pois só consegue ver a repressão aumentar. Como muitos livros são proibidos, Chuvisco decide fazer sua parte aos poucos: com a ajuda de dois amigos, entrega livros na rua. Sofrem repressão da polícia, mas conseguem sair ilesos. Em outro dia, presencia um garoto trans sendo espancado na rua. Ele consegue ajudá-lo e cada um segue seu caminho. Chuvisco não consegue esquecê-lo, e começa a procurar o garoto, mesmo só sabendo o seu nome: Júnior. Ao se aprofundar na busca, acaba esbarrando com o Santa Muerte, um grupo de mídia independente que faz oposição ao Escolhido. Em uma realidade onde os protestos sofrem repressão violenta, e a liberdade de expressão é tirada das pessoas, Chuvisco e seus amigos terão que se posicionar, e tentar fazer sua parte para melhorar o país. .
Um livro brilhante, a escrita de Novello é envolvente e fluída. É um daqueles livros que você lê e fica surpresa em encontrar tanto da nossa realidade. Será que a vida imita a arte, ou a arte imita a vida?

* Leitura da Maratona Pé Direito, organizada por @paletadelivros  e @nossavidaemserie *

Ninguém Nasce Herói

Autor: Eric Novello

Editora: Seguinte

Avaliação: ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐

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Resenhas

Música ao Longe

10/09/2019 by Steh Nenhum comentário

Música ao Longe foi publicado em 1934, escrito especialmente para concorrer ao Prêmio de Romance Machado de Assis… e foi um dos livros vencedores. Este livro é uma continuação de “Clarissa”, primeiro romance do Érico Verissimo, e faz parte do “ciclo de Porto Alegre”. Ele segue a história de Clarissa, agora professora, retorna para sua cidade, onde sua família vive uma crise. Através de seu diário, narra a queda moral e econômica da família, compara sua vida com memórias de seu passado e divaga sobre as possibilidades de seu futuro.

Este é o primeiro livro do Érico Verissimo que eu li, em 2007. Durante esses anos, terminei de ler todos os romances do autor, que é um dos meus favoritos.

Destaques

“O balão continua subindo. É uma mancha móvel de luz que o vento impele para as bandas do norte. […] o seu balão que foge rumo da lua. […]
-Já que eu não posso ir, que vá ele…
A fogueira começa a morrer. As sombras aos poucos voltam a tomar conta do pátio. O balão se perdeu entre as estrelas. […]
A paineira se ergue também, imóvel e silenciosa, contra o céu noturno, todo crivado de estrelas. Estrelas ou balões?”

Música ao longe
Autor: Érico Veríssimo
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐
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